notícias

  • Samba de Mart’nália agita Canto da Primavera nesta sexta-feira

    06/10/2017

    Com samba nos pés desde que nasceu, Mart’nália sobe ao palco do Canto da Primavera nesta sexta-feira, dia 6, para transmitir e também compartilhar toda a sua energia com o público que participa da Mostra de Música de Pirenópolis. O show, que encerrará a programação da noite, está marcado para 21h45, no Cavalhódromo. A entrada é gratuita e aberta ao público.

    O amor de Mart’nália pelo samba está no sangue. Filha de Martinho da Vila, ela também se arriscou, ao longo da sua carreira, em outros estilos musicais, como xote, pop e até rock. Com nome sugestivo, o show em Pirenópolis, +Misturado, é uma tradução de tudo isso: traz seus principais sucessos e interpretações de outros ícones da música brasileira, como Caetano Veloso, Geraldo Azevedo, Djavan, Gilberto Gil e outros.

    Mas a programação de sexta-feira começa muito antes de Mart’nália entrar em cena. Três atrações goianas estão confirmadas: Guetsu e Mr. Gyn fazem shows no Cine Pireneus, às 19h e 19h45, respectivamente. No Cavalhódromo, Fernando Perillo e Banda Kalunga se apresentam às 21h.

    O Canto da Primavera 2017 também promove atividades em Pirenópolis ao longo do dia. Das 8h às 12h30, alguns pontos da cidade turística recebem oficinas sobre diversos temas. Nesta sexta-feira, os mais variados instrumentos musicais são os protagonistas. Oficinas de Sopros (Sax e Flauta), Teclado, Baixo e Percussão reúnem dezenas de interessados.

    A Mostra de Música de Pirenópolis, que este ano chega a sua 18ª edição, é uma realização do Governo de Goiás por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). Nesta temporada o evento foi dividido em duas etapas. A primeira ocorreu de 27 de setembro a 1º de outubro. Já a segunda parte começou na última quarta-feira, dia 4 e terá seu encerramento no domingo, dia 8.


    Goiás Agora
  • Mart'nália leva samba para a programação do Canto da Primavera

    06/10/2017

    A cantora Mart'nália foi a escalada para encerrar a programação desta sexta-feira (6/10), na 18ª edição do Canto da Primavera, em Pirenópolis. A carioca se apresenta a partir das 21h45, com repertório de samba e entrada gratuita.

    Antes da atração do Rio de Janeiro, sobem ao palco os artistas Guetsu, Mr Gyn, Fernando Perillo e Banda Kalunga. Você pode conferir a programação completa do festival aqui.

    Além de cantar músicas próprias, a cantora vai interpretar canções de outros artistas, como Caetano Veloso, Geraldo Azevedo, Djavan, Gilberto Gil.

    A Mostra de Música de Pirenópolis é uma realização do Governo de Goiás por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). Nesta temporada o evento foi dividido em duas etapas. A primeira ocorreu de 27 de setembro a 1º de outubro. Já a segunda parte começou na última quarta-feira, 4/10 e o encerramento será no domingo (8).


    Yuri Lopes, A Redação
  • “Precisamos de liberdade, independente de raça, cor, sexo ou gênero”, diz Mart’nália

    03/10/2017

    Mart’nália samba desde que nasceu e passou a acompanhar o pai, Martinho da Vila, nas rodas de Vila Isabel. Dona de uma das vozes mais audaciosas da música brasileira, a cantora se apresenta no Canto da Primavera na próxima sexta-feira, com o disco + Misturado. AO POPULAR, Mart’nália falou sobre censura, samba e sua fronteira com a dramaturgia. Acompanhe.

    O que está preparando para este show? Já conhece Pirenópolis?

    Não conheço Pirenópolis, mas já ouvi falar que é linda. No repertório do show são basicamente sucessos gravados por mim. Três deles foram temas de novelas da Globo e também outros que gravei no último disco + Misturado, indicado ao Grammy Latino. Tem Estrela (Gilberto Gil), Linha do Equador (Djavan e Caetano Veloso), Tempo de Estio (Caetano), além de Cabide (Ana Carolina). Há também canções de Martinho da Vila, Luiz Melodia, Vinícius de Moraes. Quero muito convidar as pessoas para irem. O show é feliz, para sambar e cantar comigo.

    Seu primeiro disco foi lançado em 1987, há 30 anos. O que mudou de lá para cá?

    É sempre um prazer fazer música. O que mudou e muda sempre são as misturas que esse mundo nos proporciona. Nesse primeiro disco tive o Lokua Kanza, depois fiz um disco dirigido pelo Djavan, pela Maria Bethânia, por Caetano Veloso. Essas misturas servem para você sempre aprender e reciclar o seu trabalho.

    Você atuou na série Pé na Cova (2015), do Miguel Falabella. Pretende voltar à atuação?

    O contato com Miguel se deu depois de fazer uma peça musical chamada Pé da Árvore de Natal. Era engraçadíssimo e ficamos muito amigos. Quando ele me chamou para a série, virou e disse: “vou escrever uma coisa para você baseado no seu jeitão”. Não podia negar o convite depois de tanto carinho. Foi muito importante fazer. Conheci Marília Pêra, a grande dama do teatro, assim como vários outros atores e atrizes. Foi muito maneiro, mas a série não vai voltar. Não pretendo voltar à dramaturgia, a não ser que venha outro presente do Miguel (risos).

    Em tempos de discursos de ódio, preconceito e conservadorismo na arte, como você enxerga os movimentos contra crimes de ódios?

    É muito triste o que estamos passando e vivendo no País. Um abuso. E agora a volta da censura, fala sério. As pessoas não têm mais o que fazer? Querem voltar para trás. Não, dá né? Acho que liberdade é liberdade e temos de tê-la, independente de raça, cor, sexo ou gênero.


    O Popular