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  • Mart'nália samba menos

    30/04/2012


    Roberta Pennafort, Pioneiro - Caxias do Sul - RS
  • Martnália passeia por rock, pop e MPB

    28/04/2012

    A cantora e compositora Mart’nália decidiu sair da zona de conforto do samba e se aventurar em outros mares. No disco "Não Tente Compreender" (Biscoito Fino), o nono de sua carreira, ela canta de tudo. "Menos sertanejo, porque eu não gosto, mas se for ‘No Rancho Fundo’, quem sabe?", diz, com o seu bom humor contagiante.

    Ela estava incomodada com o caminho que fazia. "Eu estava me sentindo rotulada, onde eu chegava já diziam que lá vinha a cantora do samba, a representante de Vila Isabel, a filha do Martinho. Não renego isso, todos esses adjetivos me enchem de orgulho, mas eu queria provar que posso ser diferente também. Estava muito naquela coisa de que se eu só cantasse esse estilo tudo estava certo. Entrar em campo com o pensamento de jogo ganho chega uma hora que não tem graça", justifica.

    Assim, depois de muita pesquisa, ela trocou a banda e resolveu colocar sua turma de amigos para trabalhar a seu favor. "Eu tenho humildade para saber até que ponto eu posso chegar. Precisava de gente experiente e fui atrás com a cara e a coragem. Se bem que muitos só me atenderam depois de eu não deixá-los mais em paz com o meu chororô e meu dengo", relembra, marota.

    E foi assim que ela conseguiu colocar gente para se dedicar a tarefas inéditas. O compositor e cantor Djavan foi um deles. É a primeira vez que ele assina a direção e a produção de um CD de outro artista. "O Dija (apelido que ela deu ao músico) estava fugindo de mim. Fui até no show dele, para reforçar o convite. Ele não resistiu ao meu sorriso".

    Além de Djavan, a filha de Martinho se muniu de três parcerias e uma constelação de compositores de peso, encabeçada por Caetano Veloso, Gilberto Gil , Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Paulinho Moska e até Nando Reis.

    No disco, ela passeia pelo pop, rock, MPB. Conceituando o CD como uma "coletânea de sons que eu curto ouvir em casa, na praia, com os amigos", Mart’nália diz que a ênfase deste trabalho está numa sonoridade que aposta na harmonia e não necessariamente na percussão. "Ritmo eu já tenho de sobra. Fazer um trabalho pra botar todo mundo para dançar seria fácil demais. Quero desafios, e essa produção veio bem a calhar. Sei que tem gente que vai estranhar, mas eu quero essa impressão mesmo!"

    Confira

    Não Tente Compreender
    Mart’nália
    Gravadora: Biscoito Fino.
    Quanto: R$ 30 (em média).

    Faixa a faixa

    Namora Comigo
    “O Paulinho Moska, para mim, é uma das referências obrigatórias para quem faz música hoje”.

    Surpresa
    “É uma parceria antiga entre mim, Arthur Maia e Ronaldo Barcellos. Gostamos tanto que repetimos a dose”.

    Daquele Jeito
    “André Carvalho fez essa música para casar com o estilo do Dija”.

    Depois Cura
    “Um presentão do Lula Queiroga. Eu o convidei para fazer parte do disco porque tenho ido muito ao Recife”.

    Que pena, que pena...
    “Essa é do Mombaça. Foi o responsável por alguns de meus sucessos, como ‘Pretinhosidade’, e não iria me deixar sozinha nesse CD”.

    Não Tente Compreender
    “Esse trabalho é da Marisa Monte e do Dadi. Pedi: ‘Pô, Marisa, me dá uma canção pop para o meu disco, vai?’. Ela e Dadi atenderam a minha encheção”

    Itinerário
    “Essa música de Max Viana estava programada para o disco ‘Menino do Rio’, de 2006”

    Reversos da Vida
    “É do meu pai, não poderia faltar, mesmo eu fazendo um trabalho distante do samba”

    Serei Eu?
    “Parceria entre mim, Ivan Lins e Zélia Duncan, a minha ZD! Depois o Ivan falou que a melodia era uma que ele tinha guardado no final dos anos 60!”

    Eu te Ofereço
    “Ah, é do meu tiozinho Gilberto Gil ! Ele estava me devendo mais uma música, desde o CD ‘Madrugada’. Insisti, pedi e ele atendeu!”

    Os Sinais
    “Composição de um cara talentoso lá de Alagoas, o Júnior Almeida”

    Demorou
    “Se tem Gil, não pode faltar Caetano Veloso. Eu também chorei pra ele me dar uma música, não descansei enquanto não saí com ela pra gravar!”

    Zero Muito
    “O desafio aqui é que eu queria um rock. Pensei em Nando Reis! O cara vai me fazer tocar guitarra no show!”

    Vai Saber
    “Música da Adriana Calcanhotto. Ela havia me dado o CD há muito tempo, mas, que vergonha, eu perdi! Marisa Monte gravou primeiro, mas foi legal, porque assim eu aprendi a letra”.


    Marcelo Pereira, A Gazeta - ES
  • Martnália "brinca" de ser pop em seu nono álbum

    25/04/2012

    No encarte do disco "Não Tente Compreender", a cantora Martnália, filha de Martinho da Vila, escreve: "Mudei de poesia e fui pro pop, sem cuíca, pandeiro e tamborim".

    Por telefone, com seu senso de humor habitual, ela explica: "A gente vai se acostumando com o que faz sempre, e eu sou inquieta, queria fazer algo diferente. Já estava com a mesma banda há duas Copas, indo para a terceira. Quis fazer outras coisas. Ou melhor, fazer a mesma coisa, mas com outro som".

    Com sua voz rouca e interpretação direta, com forte influência do pai e ainda mais forte personalidade própria, Martnália é a personificação da casualidade do samba.

    Para manter isso e ainda brincar de novos sons, ela escalou Djavan para a produção do seu nono disco.

    Já ele, por sua vez, escolheu composições novas de Caetano Veloso, Gilberto Gil , Ivan Lins, Marisa Monte, Dadi, Nando Reis.

    "Isso foi coisa do Dija", conta, referindo-se ao produtor e às novas canções gravadas. "Ele fez os pedidos para o pessoal. As músicas iam chegando, a gente escolhia, pegava, levava ao estúdio e, a partir dali, ele começava a criar o arranjo. Ouvia e começava a fazer ali, sem caneta, então ficou tudo quente."

    "E, mesmo as canções que não são inéditas, não são conhecidas -como a de meu pai, a do André Carvalho e a do Max Viana. Ficou tudo com uma cara martinadjavaneada", completa.

    "A do Nando foi a mais aaarr", faz uma onomatopeia. "Ah, é assim? Então vamos lá. Eu nunca cantei rockn roll, né?, então partir assim para o pop foi aquela coisa de querer desafiar mesmo, ter um outro porquê de estar ali fazendo uma coisa nova. Nova para mim, né?, que nunca peguei numa guitarra!"

    Chamando de "pop" o som que costuma ouvir "em casa, com os amigos, na praia, de final de semana quando pego um violão e toco lá meio largado", ela explica se guiar pela música e de ter buscado uma sonoridade que aposta mais na harmonia do que na percussão.

    "Aí falei: bom, o Dija. Ele tem aquelas formas melódicas, o balanço dele. E essa coisa de arriscar acordes que as pessoas não fazem. É uma coisa que não é nem um pouco careta. O Dija de careta não tem nada. Bom, musicalmente falando, né?", conclui a cantora, com mais um riso.


    Ronaldo Evangelista, Folha de S. Paulo - SP
  • Mart'nália em versão mais pop

    24/04/2012


    A Crítica - Manaus - AM
  • Martnália lança álbum com mais pop e menos samba

    23/04/2012

    Seis CDs com mais ou menos os mesmos ingredientes, agenda concorrida de shows pelo Brasil e o mundo, praticamente uma unanimidade entre os fãs de samba, Martnália agora quer "fazer outro som, pegar mais pela melodia do que pelo ritmo". Em "Não Tente Compreender" (Biscoito Fino), o CD que está chegando às lojas e que já toca nas rádios, se ouvem teclado, baixo, violão, guitarra, sopros. "Mudei de poesia e fui para o pop, sem cuíca, pandeiro e tamborim", ela avisa, em seu texto de agradecimento.

    Depois de uma sequência de trabalhos com "a galera de Vila Isabel", calcados na percussão (era um quarteto dedicado ao batuque) e com as cordas do samba, a cantora achou que precisava deixar a tal zona de conforto. "Era tudo lindo e gostosão, mas às vezes, desgastante. Eu já entrava com o jogo ganho."

    Pensou logo em Djavan, a quem já havia gravado e de quem admira "o jazz" e o "djú-bidjú-bidjú". "O Dija tem essa melodia que vai para aquele lado que a gente não pensou. Para mim, é um sambista. Se eu posso brincar de outra coisa, posso errar pra caramba, mas vou brincar."

    E quem resiste a Martnália? A voz mansa, a boa-pracice herdada de Martinho, a risada a toda hora, a despretensão, a molecagem. Djavan até tentou, mas não resistiu - foi preciso persegui-lo depois de shows para convencê-lo. "Me dirige aí!", pedia. "Eu estou me divertindo bastante, é supergratificante. É bem diferente da minha rotina. Martina é ótima e talentosa. A gente conversou muito, as ideias coincidiram. Tudo foi colocado de maneira amorosa e simples", contou Djavan nos depoimentos dos bastidores.

    "Não Tente Compreender" é um "disco de amor", sem as letras provocativas e malandras de CDs anteriores, que falavam de flertes e noitadas ("Chega", "Cabide", "Tava Por Aí", "Ela É Minha Cara"...). Martnália pediu e recebeu músicas de um grupo de notáveis: Marisa Monte, Caetano Veloso, Gilberto Gil , Nando Reis, Lula Queiroga, Ivan Lins (que virou parceiro). De Adriana Calcanhotto, finalmente gravou "Vai Saber", o samba feito para ela há seis anos, mas registrado primeiro por Marisa porque o CD com a música entregue pela gaúcha se perdeu. "Fiquei morrendo de vergonha, esperando o disco da Marisa sair para aprender a música", lembra, marota, sempre o sorriso branco.

    É das poucas levadas de samba (com piano, violão, bandolim e um resquício de percussão) entre as 14 faixas. Outra é a solar "Itinerário", de Max Viana, filho e "representante" de Djavan entre os compositores. "Zero Muito", de Nando, que trata do velho amor não correspondido, pode ser um momento surpresa do show, a ser dirigido por Guilherme Leme e Marcia Alvarez, produtora executiva do CD, com luz de Ney Matogrosso (dia 12/5 no Vivo Rio; 17/5 no HSBC Brasil): a percussionista Martnália, que toca violão só na hora de compor, ensaia para tocar guitarra em cena. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


    Limão / Online
  • Mart'nália

    23/04/2012


    Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo - SP