notícias

  • Em Ouro Preto, encontro de divas

    22/09/2009


    Heloisa Tolipan, Jornal do Brasil
  • Show de emoção em tributo a Billie Holiday

    21/09/2009

    “Billie Holiday (1915-1959) faz lembrar o jazz, pretos norte-americanos, música meio impossível de quem canta com a alma. E prazer total”, garante a cantora Mart’Nália. Ela é a única brasileira em time de craques internacionais que se apresentou no tributo à norte-americana, em Ouro Preto, no Tudo é jazz, no fim de semana. E repete a dose hoje, em outro evento, desta vez em Belo Horizonte: o I love jazz, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Em homenagem à cantora que é um dos mitos da música universal, interpreta God bless the child, Nice work, Body and soul e Fine & mellow, esta junto com a francesa Madeleine Peyroux.

    Na noite de sábado, em Ouro Preto, no Tudo é jazz, cerca de 5 mil pessoas, espremidas no Largo do Rosário, enfrentaram desde o som irregular à garoa, para ver algo quase inacreditável: show sofisticado, delicado, suave, em praça pública. “Estar no tributo é e não é responsabilidade. Jazz é o que rola na hora. É assim que ouço e foi assim que aprendi”, explica Mart’Nália. “Soa como algo meio impossível, que se tornou realidade: nunca imaginei tocar ao lado de músicos como estes. Essa banda que é o sonho de todo sambista”, garante. “Meu universo é outro, não ia parar meu tempo para me dedicar a algo assim, mais pesado”, revela, contando que não consegue ser triste e que o baixista Ron Carter é um ídolo. Os músicos eram só paparicos com a brasileira. É o jazz flertando com Mart’Nália? “Ainda não sei se é namoro ou amizade. Em BH vamos dar mais uns beijinhos”, brinca. “Mas fico muito feliz”, completa. Há também a possibilidade de o espetáculo ser realizado no exterior.

    A entrevista coletiva, na tarde de sábado, com os participantes do tributo a Billie Holiday mostrou que o projeto encantou a todos. Por criar uma superbanda de jazz e pelo respeito que a homenageada desperta. “Billie Holiday dá vida às ideias e sentimentos que estão na música”, afirmou o saxofonista Marcus Strickland. “É interprete para ter junto dela uma grande banda. A boa interpretação das letras ajuda a tocar melhor as melodias”, observou o guitarrista Bucky Pizzarelli. Para ele, a cena atual de interpretes é modesta diante das grandes damas do jazz do passado. “Billie é um ícone do jazz”, afirmou Mulgrew Miler, contando que adora cantores. “O que o instrumentista faz é tentar cantar com seu instrumento. Se eu cantasse bem, não seria pianista”, brinca, com aprovação unânime dos outros músicos.

    A chuva, que interrompeu as apresentações sábado à tarde, voltou, mais suave, quando começava o tributo, mas não assustou a plateia. “É bom chover porque só fica quem gosta”, brinca Gustavo do Vale, de 31 anos, engenheiro mineiro que vive em São Paulo. Ele chegou cedo para escolher um “lugar gostoso” e inclusive levou vinho para tomar durante a apresentação. “Foi o que esperava: público gigante, em local maravilhoso, para show de emoção. Foi ótimo. É reverência à banda reunida e à musa do jazz”, afirma. E chama a atenção para a emoção de Madeleine Peyroux pelo tributo à mestra Billie e por estar tocando com músicos que são ídolos dela (“e da nova geração de grandes cantoras de jazz como Viktoria Tolstoy e Jane Monheit”, exemplifica).

    As afirmações de Gustavo têm um pano de fundo: foram respostas a queixas, ouvidas na plateia, em especial sobre a questão do Largo do Rosário ser pequeno para grandes shows, gerando desconforto e também com relação à pouca qualidade de som, que tornou inaudível, para quem estava mais afastado, o que se falava no palco. O casal Júlia Zuza, de 25 anos, e Vítor Manoel, de 30 anos, gostou do encontro. “É a reunião de músicos históricos e de musicalidade enorme, prestigiando, com muita propriedade e autenticidade, Billie Holiday,” diz o publicitário. “Ouro Preto, música boa e Billie Holiday formam conjunto muito agradável”, completa a produtora cultural. Tanto o casal quanto Gustavo do Vale elogiaram a participação de Mart’Nália, considerada agradável surpresa.


    Walter Sebastião, EM Cultura
  • A Noite da Lady Day

    20/09/2009


    Luiz Orlando Carneiro
  • Show de emoção

    18/09/2009


    Arquivo