discografia

Menino do Rio

Todos os arranjos por Jaime Alem
exceto em "Pára comigo" por Arthur Maia
Direção e produção artística: Maria Bethânia
Direção musical: Jaime Alem
Coordenação e produção executiva: Márcia Alvarez
Engenheiro de gravação: Gabriel Pinheiro
Engenheiro assistente: Fernando Prado
Mixagem: Gabriel Pinheiro e Jaime Alem
Assistente de mixagem: Fernando Prado
Estúdio de gravação/mixagem: Biscoito Fino
Masterização: Visom
Engenheiro de masterização: Luiz Tornaghi
Capa: Gringo Cardia
Assistência gráfica: Gabi Caspari e Pedro Pezinho
Fotos: Eny Miranda / Cia. da Foto
Cabelo: Cintia Araújo e Gerson Moraes (Fashion Clinic)
Direção Geral: Maria Bethânia e Kati Almeida Braga
Produção: Pedro Seiler e Tomaz Secco

faixas

  1. 1 - Pra Mart'nália
  2. 2 - Nas águas de Amaralina
  3. 3 - Só Deus é quem sabe
  4. 4 - Menino do Rio / Estácio, Holly Estácio
  5. 5 - Cabide
  6. 6 - Boto meu povo na rua
  7. 7 - Sem perdão a vida é triste solidão
  8. 8 - Soneto do teu corpo
  9. 9 - Pretinhosidade
  10. 10 - Essa mania (Rest la maloya)
  11. 11 - Pára comigo
  12. 12 - Casa 1 da vila
  13. 13 - Casa da minha comadre
  14. 14 - São Sebastião
  15. 15 - Origem da felicidade

Mart’nália – Menino do Rio (Gravadora)

Cantora estréia no selo Quitanda, de Maria Bethânia, recriando Caetano e Melodia, e revelando a face sambista da geração de Moska e Ana Carolina.

É preciso mais que talento para, em alguns anos de carreira, reunir sobre si o respeito e o entusiasmo de nomes como Martinho da Vila, Caetano Veloso e Maria Bethânia. É preciso mais que nome para, a cada trabalho, fazer surgir como clássicos novas canções e compositores, e ao mesmo tempo prestar reverência originalíssima aos mestres do samba e afins, dentro da generosa árvore genealógica musical brasileira.

É o caso de Mart’nália, que chega a seu quinto disco, “Menino do Rio”, o primeiro pelo selo Quitanda, de Maria Bethânia, com distribuição da Biscoito Fino. A filha de Martinho da Vila, afilhada musical de Caetano (que dirigiu seu disco “Pé do meu samba”) chega agora, pelas mãos de Bethânia e do maestro Jaime Alem, ao mais diversificado de seus trabalhos.

De Caetano (na recriação de “Menino do Rio”) a Celso Fonseca (no partido alto “A origem da felicidade”, com a bateria da Vila Isabel); de Luiz Melodia (na releitura de “Estácio, Holly Estácio”) a Ana Carolina (da impagável “Cabide”); do suingue carioca-gaúcho de Totonho Villeroy, em “São Sebastião” (com participação de Bethânia), ao pop dos amigos e parceiros Moska e Leoni, em “Soneto do teu corpo”, passando pela balada de Guilherme Arantes, “Só Deus é quem sabe”.

Dentre os que tem o samba por religião, estão Martinho da Vila e Nelson Rufino, que assinam “Nas águas de Amaralina”. Roque Ferreira e Jorge Agrião empunham a bandeira do samba-de-roda, na hospitaleira “Casa da minha comadre”. Das sonoridades do Recôncavo ao fundo de quintal tipicamente carioca de “Boto meu povo na rua”, de Arlindo Cruz, Acyr Marques e Ronaldinho, com participação de Arlindo Cruz, no banjo, até o ancestral Monsueto, de “Casa 1 da Vila”.

Seja ainda como compositora - na irresistível “Essa mania”, em parceria com Moska; no samba de intensa riqueza melódica “Sem perdão a vida é triste e solidão”, feito com Ana Costa e Zélia Duncan; nas parcerias com Paulinho Black (“Pára comigo”) e Mombaça (“Pretinhosidade”) – ou como musa – na faixa que abre o disco, “Pra Mart’nália”, de Fred Camacho e Jorge Aragão -, tudo é samba na voz e no estilo de Mart’nália.

Pra correr mundo
(Martinho da Vila)

Que emocionante este MENINO DO RIO!

Seu destino é andar de mãos em mãos nos lares dos subúrbios e da zona sul. Subir favelas, percorres cidades, atravessar oceanos.

É do Rio, de Salvador... nacional e universal.

Mart’nália é do samba. Samba negro, samba duro, samba chão.

Minha Cara, Pé do Meu Samba, Menino do Rio, do blues, do reggae, do charme, do funk... Seu timbre é bálsamo para os ouvidos. Seu ritmo, embalo para os corpos.

Sensualidade na voz, força nas letras, recados, imagens, lembranças de entes queridos e de grandes carnavais da Vila.

É gol de placa aproveitando um passe eficiente da grande Maria Bethânia. É conversa poética de comadres; é Mãe Anália no céu e Mãe Canô na terra; é Santo Amaro da Purificação e São Sebastião do Rio de Janeiro.

Vila Isabel e Pelourinho.

É som pra correr mundo.

Onde for, filha, com sua pretinhosidade, Deus estará contigo. E eu também.