discografia

Mart'nália ao vivo

Direção e produção geral: Márcia Alvarez
Supervisão musical do show: Celso Fonseca e Mart'nália
Produção musical (no estúdio): Mart'nália, Márcia Alvarez e André Moraes
Mixagem: Estudio Virgo Audio em junho de 2004
Edição em Pro Tools: Alexandre Fonseca
Técnico de mixagem: Daniel Cheese
Mixagem: André Moraes e Daniel Cheese
Masterização: Órbita Estúdio (RJ) por Fernando Morello
Auxiliar de masterização: Heitor Bittencourt
Fotos capa/contra-capa e Pedrinho: Eny Miranda / Cia da Foto
Fotos capa/contra-capa (convidados) e encarte: Alice Sauma
Capa: Daniel Tiriba e Eny Miranda / Cia. da Foto

faixas

  1. 1 - Beco
  2. 2 - Pé do meu samba
  3. 3 - Novos tempos
  4. 4 - Entretanto
  5. 5 - Benditas
  6. 6 - Calma
  7. 7 - Molambo
  8. 8 - Celeuma
  9. 9 - Contradição
  10. 10 - Tudo menos amor / Sob a luz do candeeiro
  11. 11 - Para um amor no Recife / Preciso me encontrar
  12. 12 - Nó na madeira / Alguém me avisou
  13. 13 - Sonho meu / Todo menino é um rei / Vazio
  14. 14 - Chega

Faixa a faixa
(Marcus Preto)

"BECO" (Mart’nália / Mombaça) - Parceria com Mombaça, amigo de velhos tempos. Mart’nália o conheceu na época em que ele se apresentava em um bar e a afinidade musical veio imediatamente e, junto com ela, uma porção de novas canções em dupla. " Beco", uma espécie de pedido de desculpas musicado, foi composto no mesmo dia que "Chega" , o samba que fecha este disco.

 "Pé DO MEU SAMBA" (Caetano Veloso) - Composta especialmente para ela, esta é a mais completa tradução de Mart’nália segundo Caetano Veloso. E também a faixa-título do disco anterior, que teve direção artística do compositor baiano. Caetano, aliás, dá uma canja aqui, dividindo os vocais com sua afilhada musical. Mas costuma dizer que, apesar de ser ele o autor, quem canta "Pé do Meu Samba" bem mesmo é só a própria Mart’nália.


"NOVOS TEMPOS" (Cláudio Jorge) - Numa viagem em turnê com Martinho da Vila, Cláudio Jorge compôs "Novos Tempos". Mart’nália, assim que ouviu aquilo, decretou: -"Essa é minha, não dá pra ninguém que um dia eu gravo" -(isso foi muito antes que "Pé do Meu Samba", o disco, fosse imaginado). Muita gente boa cobiçou este samba, mas Cláudio manteve a palavra: só ele e Mart’nália o gravaram.



"ENTRETANTO" (Mart’nália / Mombaça ) - Primeira entre as tantas parcerias com Mombaça. Segundo ela se lembra, a música já estava quase pronta quando ele a entregou. Mart’nália só deu umas mexidas, mudando umas coisinhas, deixando tudo com sua cara. A voz convidada aqui é de Moska, artista com quem Mart’nália também tem composto cada vez mais. E que chama de seu -" mais novo irmão de infância".


"BENDITAS" (Zélia Duncan/ Mart’nália) - Início de uma dobradinha que vai render muita coisa, ainda. Zélia mandou a letra para Mart’nália colocar a música. -" Acho que Zélia esperava que, vindo de mim, fosse sair um samba. Mas como eu estava cheia de Moska no coração, fiz uma coisa diferente, conta Mart’nália". Ou seja: "Benditas" não tem nada de samba. É uma balada, quase um mantra. Pode ser considerada uma parceria de Zélia, Mart’nália e, em inspiração, de Moska. Zélia participa nos vocais.



"CALMA" (Arthur Maia/ Mart’nália) - A voz de Zélia Duncan aparece novamente nesta faixa, uma parceria antiga com o baixista Arthur Maia, gravada antes pela própria Mart’nália em seu CD "Minha Cara"(1997). Sobre Arthur, ela diz: -"Meu pai acha a gente muito parecido, diz que a gente é irmão, que é da mesma tribo".



"MOLAMBO" (Jayme Florence/ Augusto Mesquita) - A primeira gravação desse clássico foi feita em 1956, por Cauby Peixoto. Mas Mart’nália se lembra mesmo é da versão de Ângela Maria. Ou, mais que isso, de ouvir - "Molambo" na linda voz de sua mãe, durante os momentos seresteiros das rodas de samba de sua memória"-. Djavan aparece aqui para dividir os vocais com ela.

"CELEUMA" (Djavan) - E foi de Djavan que Mart’nália ganhou esta inédita, feita especialmente para ela. -" Ele me disse que esse samba era a minha cara, e eu acho que é mesmo"-, ela conta. A faixa ainda ganhou o auxílio luxuoso do (inconfundível) violão e dos vocais do autor.

"CONTRADIÇÃO" (Mart’nália/ Viviane Mosé) - Gravada originalmente em seu segundo disco, "Minha Cara" (1997), "Contradição" tem um significado especial para a compositora que Mart’nália se tornaria. Palavras dela: "Foi com essa música que eu comecei a acreditar que podia compor. Antes, fazia as coisas e não mostrava, jogava tudo fora".


"TUDO MENOS AMOR" (Monarco/ Walter Rosa) - De tanto ouvir Martinho da Vila cantando "Tudo Menos Amor", Mart’nália chegou a achar que se tratasse de uma composição dele. Não era. Mas Monarco, bamba da Velha Guarda da Portela, sempre foi quase da família, amigo da casa. Nesta gravação, a participação de Martinho nos vocais só confirma a impressão de Mart’nália: este samba é a cara de seu pai.



"SOB A LUZ DO CANDEEIRO" (Martinho da Vila/ Nelson Cebola) - Para fazer par com "Tudo Menos Amor", Mart’nália escolheu uma música, essa sim, de Martinho da Vila. E ele Acompanha a filha nos vocais. Mart’nália já cantava esse samba desde seus tempos de "Butequim do Martinho".



"PARA UM AMOR NO RECIFE" (Paulinho da Viola) - O belíssimo samba de Paulinho da Viola foi gravado por ela em seu primeiro disco, um obscuro LP de 1987, quando ainda era praticamente uma adolescente. E foi também a primeira música em que ela se sentiu segura para se acompanhar ao violão.



"PRECISO ME ENCONTRAR" (Candeia) - Clássico absoluto, obra-prima do mestre Candeia, amigo da família de Mart’nália. " Eu freqüentava a casa do Candeia, era bem próxima dele. Quando ele morreu, não entendi Nada"-ela conta, tentando explicar o atordoamento da ocasião.


"NÓ NA MADEIRA" (João Nogueira/ Paulo César Pinheiro) - Mart’nália fez questão de manter o arranjo bem parecido ao original da gravação feita pelo mestre João Nogueira. Ela considera que certos arranjos se incorporam tanto a algumas canções que acabam se tornando tão importantes quanto a melodia ou a letra delas. Este é um caso assim.



"ALGUéM ME AVISOU" (D. Yvonne Lara) - Este samba fez tremendo sucesso quando Maria Bethânia o gravou em seu álbum "Talismã" (1980), cantada em trio com Caetano Veloso e Gilberto Gil. E é dessa versão que Mart’nália mais se lembra. Mas sua memória acusa também a voz doce da própria Dona Yvonne Lara, possivelmente ouvida numa das festas na casa de sua infância.


"SONHO MEU" (D. Yvonne Lara/ Délcio Carvalho) - E foi o amor por outra gravação de Dona Yvonne por Maria Bethânia (lançada em dueto com Gal Costa, no antológico disco "Álibi" , em 1978) que fez Mart’nália incluí-la em vários de seus shows. "Sonho Meu" está de volta aqui para fechar esta homenagem à grande Dama do Samba.



"TODO MENINO é UM REI" (Zé Luiz/ Nelson Rufino) - Encerrando este grande pot-pourri, Mart’nália faz tributo a Roberto Ribeiro "sambista do Império Serrano que, para ela, é a melhor voz do samba em todos os tempos. -"E nós já bebemos muito juntos, graças a Deus"-, ela completa.



"CHEGA" (Mart’nália/ Mombaça) - "Não quero mais ser seu amigo, nem inimigo, nada". A mais pedida e a mais cantada pelas platéias de seus shows. Não há quem resista a esse samba com gosto de vingança amorosa, com cheiro de "eu sou mais eu". Ela foi composta para o Festival de Friburgo.



Novembro 2004